Sofres sensações um tanto irritantes ou desagradáveis como ardor, formigamento ou dor em certas pontas de seu corpo, como as pernas?, um percentual reduzido da população tem o que se conhece como síndrome das pernas inquietas. O stress a que estamos sujeitos na sociedade atual, fruto do ritmo frenético com que empreendemos muitas de nossas atividades diárias e as preocupações que acumulamos em nosso interior, procendentes tanto no âmbito pessoal como profissional, podem levar-nos a pensar que o movimento descontrolado de nossas pernas quando nos encontramos em uma situação de repouso absoluto tem sua explicação em uma mera acumulação de nervos. Realmente, o conhecido como SPI ou Síndrome das pernas Inquietas é uma doença pouco conhecida pelos médicos de atenção primária e, em definitiva, por um amplo setor da população, que costuma encontrar em o estresse ou a varizes uma explicação mais lógica e racional para este transtorno, mas não é bem verdade. Perante esta situação, organizações como a Sociedade Espanhola de Neurologia e Fundação do Cérebro aderiram ao desafio de empreender campanhas de conscientização sobre esta doença para potenciar o conhecimento entre a sociedade e, assim, evitar a rejeição e incompreensão destes pacientes. O que é, então, o chamado SPI? para ser mais exato, estamos diante de um transtorno neurológico, também conhecido como doença de Willis Ekbom (EWE), em função do qual os pacientes experimentam a sensação e a necessidade quase irresistível de mover constantemente suas pernas quando se encontram em estados de repouso ou passividade. Este dinamismo necessário que sofrem estes pacientes pode manifestar-se, por exemplo, enquanto permanecem sentados, e pode ser especialmente irritante ao final da tarde ou já entrada a noite, dificultándonos conciliar o sono e evitando desta forma descansar as horas necessárias. Evidentemente, as conseqüências inevitáveis dessa síndrome, fruto de não dormir as horas de sono que nosso corpo precisa, levam-nos a adotar mau humor, mostrar irritado contra os outros no dia seguinte, a perda de alguma concentração e, em suma, uma certa angústia por não saber o que é o que realmente está acontecendo. Os sintomas mais comuns desta doença são os seguintes: 1) Sensações irritantes e desagradáveis em extremedidades, especialmente as pernas. 2) Essas sensações provocam um desejo incontrolável de mover, levantar-se do assento e caminhar, em uma tentativa de aliviar esse desconforto. 3) Essas sensações são descritas como ardor, formigamento, cólicas ou dor em alguns casos. Apesar de que, durante o movimento em questão, seja sentado ou caminhando, parece que se vão apaciguando, quando volta ao estado de repouso, reaparecem. Os efeitos decorrentes dessa síndrome constituem uma deterioração significativa na qualidade de vida do paciente, pois, além da irritabilidade e mau humor que se comentava em linhas anteriores, os pacientes não podem desenvolver-se normalmente determinadas tarefas da vida diária como as atividades de lazer. Isso faz com que, infelizmente, muitas vezes estes pacientes sejam rejeitados ou incompreendidos pelas pessoas de seu ambiente social. Podem distinguir-se dois tipos de SPI de certos traços distintivos : 1) Por um lado estaria o SPI primário ou idiopático, de causa genética desconhecida e cujos sintomas costumam aparecer antes dos 35 anos de idade . A progressão da doença, neste caso, é muito mais lenta e pausada. 2) Em segundo lugar, temos o SPI secundário pode ser causado por um outro tipo de questões que nada têm que ver com a genética. Circunstâncias como gravidez, deficiência de ferro, mielopatias, uremia, síndrome de fadiga crônica ou fibromialgia, artrite reumatóide, podem conduzir a este transtorno. Esta doença, como especificado anteriormente, afeta apenas uma pequena porcentagem da população, daí o seu desconhecimento em linhas gerais, neste momento. Os dados mais recentes, os diversos estudos publicados, dão conta de que em Portugal um total de 5, 5% de a sociedade sofre com esse transtorno. Igualmente, demonstra-se que mais da metade dos pacientes que vão ao médico de atenção primária recebem outro diagnóstico. A existência deste tipo de doenças tão desconhecidas ou conhecidas mais popularmente como "raras", pelo resto da sociedade, como acontece com a fibromialgia, e muitas outras, faz com que sua incompresión seja total por muitas das pessoas que giram ao seu redor, mas nem sempre é assim em todos os casos. Mas vós?, o que pensaís sobre esta síndrome?, o que compreendeis ainda, que se poderia fazer para melhorar seu conhecimento e pesquisa na sociedade, até encontrar um tratamento para esta doença? Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 "Com o Aval Social da Sociedade Espanhola de Neurologia e da Fundação do Cérebro."