Em algumas ocasiões, a viagem que tínhamos sonhado, durante meses, acaba sendo um pesadelo por algum problema de saúde, seja por doenças, acidentes ou qualquer outro contratempo que o traste com as nossas férias. De fato, de acordo com diferentes estudos, quatro em cada cem passageiros se vêem obrigados a recorrer aos serviços médicos em seus locais de destino. Mas, quais doenças são as mais comuns nas viagens? Um 21% dos doentes sofrem de febre e mal-estar geral, enquanto 20% apresentam infecções de todo tipo, em especial gastroenterite (9%). 15% requer atenção médica por causa de dores em alguma parte de seu corpo. Também são comuns as alergias alimentares ou as provocadas por insetos, que afetam a 5,5% de pessoas que adoecem. As quedas (9,5%), acidentes (8,5), hematomas (2,4%) e os cortes (1,4%) são outros dos problemas comuns de saúde que obrigam a recorrer aos serviços médicos. Além das despesas que originam os viajantes, esses problemas de saúde obrigam-nos a ter em conta uma série de considerações em função do país em que nos encontramos. Assim, se o problema tem lugar na União Europeia, o cartão europeu de seguro de doença nos cobre. Isso sim, ficam isentos os custos de centros privados, ambulâncias, transporte, tratamento hospitalar e repatriação, que, além disso, em sua grande maioria, têm um custo bastante elevado. Além disso, há que ter em conta que, em alguns países europeus, a saúde não é gratuito. Se viajamos para os Estados Unidos, devemos ter em conta que os serviços médicos correrão de nossa conta em sua totalidade. Daí que seja importante viajar protegidos por um seguro de saúde que nos de uma grande cobertura no país. Por fazer uma idéia, uma consulta de urgência tem um custo de 120 euros, valor que será muito maior no caso de ter que fazer alguma prova adicional ou necessidade de internamento hospitalar. Por sua parte, em países tropicais, há um risco muito maior de contrair infecções, por isso que se costuma multiplicar por dois o número de passageiros que necessitam de atenção médica. Se optamos por uma viagem de aventura, devemos ter presente que são os que mais riscos envolvem principalmente por quedas, lesões ou acidentes. Neste caso, os custos são muito altos porque costumam exigir de transporte do acidentado, o pagamento de testes exploratórios. Além disso, em algumas atividades, como o mergulho exige contar com um seguro especial que cubra possíveis acidentes de descompressão, que requerem para o seu tratamento, uma câmara hiperbárica. Em cruzeiros, não existe assistência médica gratuita, daí que deveríamos ter contratado previamente um seguro que nos cubra em caso de quedas, queimaduras, desmaio ou problemas digestivos. No caso de você precisar de repatriação -algo que acontece em 5% dos viajantes que têm algum tipo de acidente no estrangeiro, é importante contar com um seguro que nos livre dos elevados custos de passarmos para o nosso país de origem. O custo de uma repatriação pode variar entre os 3.000 e os 50.000 euros, já que normalmente implica ambulâncias, aviões, helicópteros e pessoal médico.